Ultrassom

Qual é a diferença entre Ultrassonografia Obstétrica e Ultrassonografia Morfológica Fetal?

Uma grande dúvida das gestantes é a diferença entre os diversos exames de ultrassom que são realizados na gestação. Queremos aqui mostrar quais são as diferenças entre o exame obstétrico comum e o exame morfológico. O exame morfológico fetal pode ser realizado em qualquer tempo de gestação porem PREFERENCIALMENTE  no período compreendido  entre 11 semanas e 13 semanas  e 6dias  ,e no período  entre 20 e 24 semanas de gestaçao.
 
O estudo morfológico fetal busca um grande detalhamento das estruturas fetais que vão se desenvolvendo,como o cérebro,o cerebelo,a face fetal,os rins.
 

 

Obstétrica

Morfológica

Período ideal Toda Gestação 11 a 13 semans e 6 dias e de 20 a 24 semanas
Sinônimos Ultrassonografia Obstétrica, Eco Obstétrica
Rastreamento de I e II trimestres, Ecografia Morfológica Fetal, 
Us morfológico fetal de primeiro trimestre
 
Número de Exames Quantas forem necessárias 2, nos períodos acima. Em fetos malformados todos os exames devem ser morfológicos, se possível a cada 4 semanas.
Objetivos Biometria fetal, localização de placenta, quantidade de líquido amniótico e crescimento fetal Avaliação pormenorizada da Anatomia Fetal e Marcadores para doenças genéticas, Biometria fetal complementar e descrição detalhada de toda morfologia fetal
Indicação Para todas as gestantes, em diversas fases da  gestação Para todas as gestantes (como triagem) e para fetos com alto risco para malformação
Requisitos do Profissional Conhecimentos básicos de Obstetrícia e Ultrassonografia Conhecimentos profundos de Obstetrícia, Fisiopatologia Materno-Fetal, Diagnóstico Sindrômico Fetal, Infecções Congênitas e Teratogênese
Tipo de Laudo Resumido, objetivo Descritivo
Documentação Fotográfica 4 a 8 fotos por exame 10 a 30 fotos por exame
Aparelhagem Necessária Ultrassom Ultrassom de alta resolução

Morfológico de primeiro ou de segundo trimestre?

No primeiro trimestre há avaliação do desenvolvimento fetal e calculo de risco para cromossomopatias(ex:síndrome de Down).
 
No primeiro trimestre vemos a regiao da cabeça(Parte óssea,linha mediana,plexos coróides e ventriculos laterais),estruturas da face fetal(orbitas ,lábio superior ,perfil da face-nariz),coluna(parte óssea e pele) tórax(pulmoes ,coração,escuta os BATIMENTOS CARDIACOS,vemos o diafragma),abdome(estomago,bexiga,dependendo da idade de gestação pode-se ver os rins e inserçao do cordão umbelical)membros(braços antebraços e  mãos,coxas pernas e pés).
 
Aavaliamos ainda a TN(translucencia nucal) através da qual se faz o calculo de risco para as cromossomopatias(síndrome de Down,cromossopatia do 13 e 18,Síndrome de Turner e triploidias).
 
Com o desenvolvimento da gestação as estruturas intracranianas ficam mais evidentes,os rins ,a face fetal,a genitalia,de forma que o morfologico de segundo trimestre é muito útil para avaliar o feto globalmente,porem lembrando que se houver indicio de malformação este já pode aparecer no morfológico de primeiro trimestre principalmente através do aumento da translucencia nucal
 
O morfologico de segundo trimestre faz uma analise pormenorizada dos órgãos internos,do cérebro,tórax ,abdome e partes ósseas,completa a pesquisa de malformações fetais.
 
Entretanto mesmo o exame morfológico detalhado realizado por um profissional extremamente qualificado não é capaz de detectar 100% dos problemas que o bebê pode ter. Isto acontece porque alguns problemas só se tornam evidentes com o desenvolvimento e crescimento fetal.
 
A posição do feto e a condução  do ultrassom nos tecidos maternos também pode dificultar a visualização de algumas anomalias fetais.Os tecidos superficiais do abdome materno também podem dificultar a obtenção das melhores imagens. 
 
No quadro a seguir podemos observar algumas das chamadas mal formações:
 

Problemas

O que é?

Chance de ser visto?

Mielomeningocele Defeito de fechamento da coluna 90%
Anencefalia Ausência de formação do topo da calota craniana e parte do cérebro 99%
Hidrocefalia* Excesso de água no cérebro 60%
Cardiopatias Congênitas maiores Defeitos de formação do coração 25%
Hérnia Diafragmática Defeito do músculo que separa o abdome do tórax 60%
Onfalocele/gastrosquise Defeito de fechamento da parede abdominal 90%
Malformações Renais Ausência ou malformação dos rins 85%
Anormalidades dos membros Ossos faltando ou encurtados 90%
Paralisia Cerebral Problemas motores que resultam da lesão do sistema nervoso central Nunca é visto
Autismo   Nunca é visto
Síndrome de Down Quando é realizada a medida da  Cerca de 80% 

Lembramos sempre que  muitos casos só são evidentes no fim da gestação ou após o parto.